segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Amor em guerra


E tu, vilão disfarçado de herói, sempre presente em todas as batalhas de uma luta que nunca teve fim, decidiste perder as batalhas que se aproximam…tu, que sempre foste fornecedor de armas, munições, alento e coragem, decidiste que esta luta não era mais tua, que estes não eram mais os teus ideais…tu que sempre foste a armadura e o curandeiro, o sol e a lua, a tempestade e a bonança…tu que sempre achaste que o caminho era em frente, que de uma guerra não se desiste, que quem perde a batalha não perde a guerra…reuniste as tuas tropas de apoio e bateste em retirada… uma guerra mais importante se iniciou…e tu, necessitaste te todas as tuas munições para essa nova guerra…uma guerra que se prevê bem mais curta, bem mais fácil e bem mais sucedida… tu, herói de outra historia, príncipe de outra cinderela não fazes mais parte dos alistados nesta guerra…tu, que eras o maior especialista perante o inimigo que se aproxima partiste sem deixar sucessor, sem deixar os teus ensinamentos, partiste, e contigo foram todas as estratégias, tácticas e regras para vencer o que se aproxima…não posso dizer que foi mal pensado, um dia que essa guerra tenha fim, podes optar por te alistar de novo nesta tropa incompleta, sem armas nem munições, alento nem coragem…o problema, é que esta guerra pode ser finda antes do teu regresso, pode ser vencida sem os teus planos, e pode durar eternamente sem que haja a necessidade de novos reforços…nunca foste o príncipe encantado, nunca foste o rei vitorioso, nem vencido…tu estiveste sempre na penumbra, nunca no papel principal, sempre como aliado, um aliado que não só pela inteligência, mas pelo magnetismo atraí todos os que regem as regras desta guerra…uma guerra, que com perspectivas de fim tão próximo teve uma tão grande reviravolta…não houve morte, mas houve sequelas eternas, foram poucos os feridos, mas foram feridos graves, não houve perdas, mas houve desistências…e na vida, tal como na guerra, há desistências, heróis que mudam de ideal, princesas que não são tão delicadas como imaginamos, pegam na sua arma porque é a sua batalha, a sua guerra e vão para a arena… e na vida, mais que na guerra, uma batalha não determina o fim da guerra, e esta guerra, nunca terá uma batalha final…

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Meu Amor Perdido


Ai meu amor perdido, pela primeira vez sinto que o fim do mundo não tem chão, sinto que o inferno está a subir, e não posso mais ter os meus pés em terreno firme…sinto, meu amor em chamas, que já nada pode voltar, e que o incêndio já tomou a casa toda…sinto que por mais que haja bombeiros, água e extintores nada pode apagar o fogo pois mais ninguém o vê…mas tu, meu amor que ultrapassa todos os limites, poderias vê-lo, tu, que estás noutra dimensão, poderias percebê-lo mesmo sem o alarme ser accionado, tu, meu amor sem regras, descodificas todos os meus códigos, todas as minhas charadas, todos os meus enigmas…tu, meu amor em código, sem haver nada mais que tempo, paciência e sentimentos, sabes aquilo que nem eu sei…tu que alegas me ter ensinado o que eu melhor sei, aquilo que mais me caracteriza, tu que alegas me ter ensinado a ver a alma pelas duas janelas mais opacas que existem, mesmo sendo eu quem te deixa sem o que saber dizer…meu amor sábio de palavras, meu amor entendido de sentimentos, meu amor arriscado em virtudes, meu amor sem definição definida…sem acordo assinado, sem nada de concreto…o inferno está a chegar, o fim do mundo já chegou, e o futuro é já hoje…